De acordo com Anupam Jena, que coordenou o estudo, usuários de drogas para disfunção erétil tiveram maiores taxas de HIV (o vírus da Aids), clamídia, gonorreia e sífilis nos 12 meses antes de preencher a sua primeira prescrição dos medicamentos, embora apenas clamídia e HIV foram estatisticamente significativos neste período. As taxas de HIV por 100 mil homens no ano anterior foram de 66,5 naqueles que não tomaram nenhum medicamento para o problema, contra 147,2 nos homens que tomaram. As taxas de clamídia foram quase o triplo em homens que tomaram remédio – 41 por 100 mil, comparado a 15 por 100 mil nos homens que não usaram drogas. “No mínimo, o uso dessas drogas parece estar relacionado a um maior risco de comportamento sexual, tanto no número como no tipo de encontros sexuais”, destacou Jana. A equipe do pesquisador estudou os registros do seguro de saúde de 33.968 homens, com pelo menos uma prescrição para uma droga para disfunção erétil, e mais de um milhão de homens sem receita médica, em pesquisas de códigos de faturamento relacionados a doenças sexualmente transmissíveis. Jovens e os remédios para a disfunção erétil Uma febre entre os jovens está preocupando especialistas. O uso frequente de medicamentos para disfunção erétil se torna cada vez mais comum entre eles. Ao contrário do que muita gente possa imaginar, o comprimido não é usado por necessidade, mas sim por pura vaidade e medo de, ao menos por uma noite, se tornar impotente. Ao fazer uso do medicamento, os jovens não sabem que estão sujeitos a alguns riscos, desde a dependência psicológica até o priapismo. O maior perigo causado pelo uso constante é a dependência – não a química, ocasionado pelas drogas, mas a psicológica. A grande maioria deles procura o remédio não pela disfunção, e sim por insegurança. Após tomar o primeiro comprimido, eles vinculam em sua própria mente que só obtiveram determinado resultado devido à ingestão do medicamento. E aí continuam usando pelo medo de falhar. O pior é que, para conseguir parar de consumir o estimulante, eles precisam procurar um atendimento especializado, já que estão viciados, mesmo que só psicologicamente. Alertam os especialistas. |
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sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Remédios contra impotência aumentam o risco de DSTs
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