sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Remédios contra impotência aumentam o risco de DSTs



Reprodução Internet
Um estudo realizado na Harvard Medical School, nos Estados Unidos, ressalta que os homens que tomam remédios para disfunção erétil, como Viagra, têm mais probabilidade de ser infectados com doenças sexualmente transmissíveis (DST), incluindo Aids. O trabalho mostra que homens de meia-idade precisam de conselhos sobre a transmissão de DST, especialmente a Aids, que é mortal e incurável.

De acordo com Anupam Jena, que coordenou o estudo, usuários de drogas para disfunção erétil tiveram maiores taxas de HIV (o vírus da Aids), clamídia, gonorreia e sífilis nos 12 meses antes de preencher a sua primeira prescrição dos medicamentos, embora apenas clamídia e HIV foram estatisticamente significativos neste período. As taxas de HIV por 100 mil homens no ano anterior foram de 66,5 naqueles que não tomaram nenhum medicamento para o problema, contra 147,2 nos homens que tomaram. As taxas de clamídia foram quase o triplo em homens que tomaram remédio – 41 por 100 mil, comparado a 15 por 100 mil nos homens que não usaram drogas.

“No mínimo, o uso dessas drogas parece estar relacionado a um maior risco de comportamento sexual, tanto no número como no tipo de encontros sexuais”, destacou Jana. A equipe do pesquisador estudou os registros do seguro de saúde de 33.968 homens, com pelo menos uma prescrição para uma droga para disfunção erétil, e mais de um milhão de homens sem receita médica, em pesquisas de códigos de faturamento relacionados a doenças sexualmente transmissíveis.

Jovens e os remédios para a disfunção erétil

Uma febre entre os jovens está preocupando especialistas. O uso frequente de medicamentos para disfunção erétil se torna cada vez mais comum entre eles. Ao contrário do que muita gente possa imaginar, o comprimido não é usado por necessidade, mas sim por pura vaidade e medo de, ao menos por uma noite, se tornar impotente.

Ao fazer uso do medicamento, os jovens não sabem que estão sujeitos a alguns riscos, desde a dependência psicológica até o priapismo. O maior perigo causado pelo uso constante é a dependência – não a química, ocasionado pelas drogas, mas a psicológica.

A grande maioria deles procura o remédio não pela disfunção, e sim por insegurança. Após tomar o primeiro comprimido, eles vinculam em sua própria mente que só obtiveram determinado resultado devido à ingestão do medicamento. E aí continuam usando pelo medo de falhar. O pior é que, para conseguir parar de consumir o estimulante, eles precisam procurar um atendimento especializado, já que estão viciados, mesmo que só psicologicamente. Alertam os especialistas.

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